quinta-feira, 15 de junho de 2017

Empresa inaugurou no semiárido do Piauí o maior parque eólico do Brasil

A empresa Casa dos Ventos inaugurou na sexta-feira passada, dia 9, o parque eólico Ventos do Araripe III, que foi instalado na Chapada do Araripe nos municípios de Simões, no Piauí, e Araripina, em Pernambuco. 

Parque Eólico Ventos do Araripe III / Imagem: Divulgação

O investimento na obra foi de R$ 1,8 bilhão de reais e é o maior parque eólico do Brasil. O empreendimento possui 14 parques, sendo nove no Piauí e cinco em Pernambuco, e um total de 156 aerogeradores e potência instalada de 359 MW, o suficiente para abastecer 400 mil residencias. Quando  o complexo estiver concluído deve gerar mais de 1200 MW, com investimento de R$ 6,5 bilhões.

Ventos do Araripe III, o maior parque eólico do Brasil / Imagem: Divulgação

Segundo a Casa dos Ventos, foram arrendadas 71 propriedades nos municípios de Simões (PI) e Araripina (PE), abrangendo uma área de 10.200 hectares para a instalação das usinas eólicas. Além da implantação dos parques, a Casa dos Ventos foi responsável pela construção de uma linha de transmissão de 35 quilômetros para conectá-los ao Sistema Interligado Nacional.

O presidente da Casa dos Ventos, à esquerda, e os governadores do Piauí e de Pernambuco, Paulo Câmara, de preto à direita, participaram da inauguração

O evento de inauguração foi realizado em Simões e compareceram os governadores do Piauí, Wellington Dias(PT), e de Pernambuco, Paulo Câmara(PSB).

Energia Solar

Segundo Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, há a possibilidade de acrescentar outros 120 MW ao complexo, por meio de placas solares que podem ser instaladas aproveitando a estrutura dos inversores das turbinas eólicas, transformando o parque em um complexo híbrido de energia eólica e solar.

"...pensamos em aproveitar a turbina da GE(GE Renewable Energy) na instalação dos painéis solares. Dentro da turbina há uma estrutura dos inversores que podemos aproveitar na instalação de painéis solares", disse Araripe.

Esses painéis devem gerar aproximadamente um terço da potência instalada do gerador eólico. Assim, se forem instalados em todos os aerogeradores, chegariam aos 120 MW, somando 480 MW em todo o complexo.

Complexos Eólicos de Caldeirão Grande e Ventos do Piauí

Além do Complexo do Araripe, da Casa dos Ventos, há também na região do semiárido o Complexo Caldeirão Grande, da Queiroz Galvão, que já está em implantação e fica localizado no município de Caldeirão Grande, outro é o Complexo Ventos do Piauí, da Votorantin, que receberá investimento de R$ 1,2 bilhão na primeira fase que compreende a construção de 7 parques eólicos, com capacidade para produzir 206 MW e deve entrar em operação em 2018, ele será implantado nos municípios de Curral Novo, Lagoa do Barro e Queimada Nova.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Santa Filomena deve receber investimento de alemães de R$ 4 bilhões em parque eólico

O Piauí já se firmou como um dos principais produtores de energia eólica do Brasil e não param de surgir novos projetos para a instalação de parques de energia no Piauí, principalmente eólica, diversos parques já estão implantados, serão ou estão em fase de expansão. Já existem parques eólicos no litoral e na Chapada do Araripe, além de projetos para a Serra Vermelha e agora também para Santa Filomena.

Piauí se tornou celeiro de energia eólica / Imagem ilustrativa

Segundo o blog do José Bonifácio, uma empresa alemã deve investir cerca de  R$ 4 bilhões em um grande parque eólico próximo a cidade de Santa Filomena, localizada no sudoeste do Piauí.

Localização de Santa Filomena / Imagem: Wikipédia

O parque deverá ser instalado na Serra do Livramento, a cerca de 25 quilômetros da cidade. A propriedade pertence ao mato-grossense Jonas Maggi e foi arrendada por uma empresa alemã por um período de 20 anos.

Localização da Serra do Livramento onde será instalado o parque eólico / Imagem: Google Maps

Ainda em fase de estudos que estão a cargo de uma empresa gaúcha, foi instalado na propriedade uma torre de cerca de 100 metros de altura para realizar durante um ano, até março de 2018, estudos sobre as condições climáticas e da capacidade de produção de energia.

Torres foram instaladas no local para a realização de estudos para a implantação do parque eólico /
Imagem: Blog do José Bonifácio

O parque deverá ter 500 aerogeradores, instalados em uma área de 3 mil hectares.

Fonte: Com informações do Blog do José Bonifácio.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Empresa quer construir complexo eólico de R$ 10 bilhões na Serra Vermelha, no Sul do Piauí

O Piauí receberá um novo complexo eólico, desta vez, na região da Chapada do Gurguéia, região da Serra Vermelha, no sul do estado. O projeto foi apresentado ao governador Wellington Dias nesta quinta-feira (23), no Palácio de Karnak, pelos representantes do Complexo e da empresa Vilco Engenharia e Consultoria Eólica, que atua há sete anos no mercado na área de energias renováveis.

Área da Serra Vermelha, no sul do Piauí, empresa quer implantar complexo eólico na região

O projeto de implantação do Complexo Eólico da Chapada do Gurguéia está em fase de estudos de pré viabilidade. A expectativa é de que seja construído um grande parque eólico com mais de 500 geradores e potência de 1.2 a 1.7 GW. Em dentro de 4 ou 5 anos o projeto estará desenvolvido e apto para vender energia nos leilões.

O diretor da Vilco, Sérgio Augusto, chama a atenção para a questão ambiental. “O Complexo será na Serra Vermelha, localizada em uma região limite do Parque Nacional da Serra das Confusões, no entanto, a eólica é uma estrutura que traz benefícios para a sociedade e tem menor impacto ambiental. O Parque não será, de forma alguma, prejudicado”, esclareceu.

Para o diretor do Complexo Eólico, Alessandro Fernandes, a autorização e apoio do governo é essencial para a implantação do projeto. “Precisaremos, sobretudo, de suporte na parte ambiental e melhorias na infraestrutura, nas estradas da região, que é de difícil acesso. É necessário que tenhamos condições de acesso por via terrestre para que seja possível o transporte de equipamentos”, pontou.

A estimativa de investimentos é de R$ 10 bilhões. “O incentivo nessa área de energia limpa é uma prioridade do governo. Aqui pedi que seja feito um bom projeto de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social. Que seja apresentado um cronograma, no qual esclareça o papel do estado no licenciamento, nos incentivos fiscais, na área da regularização fundiária e no acompanhamento de empréstimos, para que a parte do governo possa ser cumprida com segurança”, destacou Wellington Dias.

O governador W.Dias participou de reunião com representantes da Vilco, empresa que está realizando os estudos de viabilidade do complexo eólico da Serra Vermelha / Imagem: Divulgação

Com o Complexo, cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. “Haverá geração de emprego e renda tanto no processo de implantação, quanto após a construção do Complexo. Portanto, temos que trabalhar com antecedência a qualificação profissional na região para que os moradores possam atuar no projeto. Gerar emprego também é prioridade do governo”, concluiu o governador.

Além do novo parque em estudo o Piauí já tem parques e complexos eólicos instalados, em construção ou em expansão no litoral e na Serra do Araripe, outra área de energia que vem ganhando força é a  solar, com a instalação de uma usina em São João e outra em Ribeira do Piauí, todos investimentos bilionários de empresas nacionais e internacionais.

Serra Vermelha

A Serra Vermelha é uma área rica em biodiversidade, composta por áreas preservadas de vegetação de caatinga, cerrado e Mata Atlântica. A serra é um imenso chapadão que faz parte da mesma cadeia montanhosa da Serra da Capivara e Serra das Confusões. Por seu grande valor ambiental e por ainda não ter sido explorada, a área tem sido foco de disputas entre ambientalistas e madeireiras.

Desmatamento feito pela JB Carbon na área da Serra da Vermelha,
agora a região poderá receber um complexo eólico

Em 2007, após ser noticiado nacionalmente que a empresa JB Carbon estava desmatando a área para a produção de carvão para abastecer industrias do sudeste, foi apresentado projeto para a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, no entanto o projeto ainda não saiu do papel, pois o governo do estado não concordou com a criação do parque. Em 2011 a empresa JB Carbon acabou sendo proibida pela justiça de continuar com o desmatamento. Em 2016 a justiça federal mandou que o ICMBio incorporasse o lugar ao Parque da Serra das Confusões.

Fonte: Com informações do Governo do Piauí

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Teresina ganhará fabrica de placas de energia solar e usina fotovoltaica

Os investimentos em energia solar no Piauí crescem cada vez mais e mais um passo foi dado para a implantação de uma fábrica de placas de energia solar no estado. Em audiência no palácio de Karnak nesta segunda-feira (13), o Governo do Estado estreitou acordo com empreendimentos europeus do setor de energia fotovoltaica, representados pelo empresário italiano Paolo Roncali. A previsão é que o investimento seja instalado dentro do Projeto Vale do Silício do Piauí, projetado pelo Estado para execução na região do Socopo, zona Leste de Teresina.

Teresina receberá investimento na instalação de uma fábrica de painéis solares para geração de energia solar, o empreendimento também contará com a instalação de uma usina de energia solar com capacidade para
 gerar 5 megawatts / Imagem: Ilustração

No Vale do Silício piauiense, além da fábrica de produção de materiais para geração de energia fotovoltaica, estão sendo projetadas áreas de moradia e de saúde. Outra intervenção programada é o Centro de Inovação Tecnológica e Artes (CITA), que vai reunir pesquisadores acadêmicos e produtores e artistas culturais.

A implantação da usina no Piauí é um dos resultados das últimas agendas internacionais do Governo do Estado na Europa. “Quando eu estive na Holanda e na Itália nós tratamos de projetos relacionados a essa parte de energia. Agora recebemos aqui os empreendedores e acertamos a implantação, junto com o projeto chamado Vale do Silício do Piauí. Neste ambiente teremos a construção de uma fábrica de placas solares e produção de equipamentos de energia solar e uma usina de produção de energia solar com capacidade de cinco megawatts de potência”, informou Dias.

Pequena usina de energia solar do Projeto Megawatt Solar Eletrosul, em Florianópolis, SC, ela produz apenas 1 MW de energia. Teresina ganhará uma com capacidade para produzir 5 MW.

Na audiência foi acordado que o Estado se dispões em suas estruturas próprias, como escolas, hospitais, e sedes de administração, onde há grande consumo energia elétrica; de se comprometer em adquirir os equipamentos para produção de energia solar, produzidos no Piauí. Além disso, o governo se comprometeu em garantir os incentivos necessários através da Agência de Fomento e do Fundo da Previdência. Para Wellington Dias, a ação é um grande investimento, com rentabilidade de 25% sobre o valor investido.

“Fico muito feliz, é uma oportunidade de ter grupos de ponta do mundo em design, com condições de oferecer estruturas local para a produção de prédios modernos, que gerem energia e economia para empreendimentos de diferentes setores”, pontuou o governador.

O governador Wellington Dias em reunião com empresários europeus que querem investir
 no projeto Vale do Silício do Piauí / Imagem: Divulgação

De acordo com o secretário de Mineração Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, a fase agora é de firmar o termo de compromissos mútuos entre o Estado e as empresas. Ele acredita que o ramo da energia solar, além de rentável, é sustentável. “Teresina ganha e a população ganha também afinal trata-se de um investimento moderno, nós estamos trabalhando com energia fotovoltaica”, afirmou dizendo ainda que objetivo é de também criar avenidas com instalações movidas por energia solar, gerando emprego, melhores condições de moradia, e avanço tecnológico.

“Nós vamos traçar planejamento. Quanto mais rápido melhor. A empresa tem interesse de vir logo e o governo de investir. Já pontuamos de onde virão os recursos. Está tudo pontuado para dar certo”, concluiu o secretário.

Lixo que gera energia

Outro setor de investimentos apontados pelo empresariado europeu se refere à gestão de resíduos. A proposta é implantar a longo prazo nos municípios do Piauí mecanismos que garantam o aproveitamento do lixo orgânico para a geração de energia. A técnica, já aplicada em países da Europa como a Alemanha, extrai de resíduos sólidos descarados e em decomposição gases que podem gerar energia. O metano é um desses biogases que são produzidos naturalmente e que podem ser convertidos em energia elétrica.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ICMBio renova parceria com a Fumdham e deve repassar R$ 950 mil para manutenção da Serra da Capivara em 2017

 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) renovou, nesta segunda-feira (19), o termo de parceria com a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) para a manutenção da gestão compartilhada no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.

O Parque Nacional Serra da Capivara enfrenta problemas financeiros devido a falta de repasse de recursos
pelo governo federal

A parceria prevê o repasse, já em janeiro de 2017, de R$ 970 mil à Fumdham. Os recursos, oriundos de compensação ambiental, deverão ser aplicados em pesquisa, manutenção dos sítios arqueológicos e gestão do parque. O termo de parceria havia sido suspenso no ano passado

“O ICMBio reconhece a importância estratégica da parceria com a Fumdham na co-gestão do parque e tem total interesse na manutenção da cooperação histórica”, disse o presidente Soavinski, ao confirmar que recebeu todo o apoio do ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, para a renovação do acordo.

O ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, assim que assumiu o cargo no começo do governo Temer, fez uma visita surpresa a Serra da Capivara e se comprometeu a ajudar na manutenção do parque.

A parceria com a Fumdham começou em 2010. Desde então, o Instituto fez repasse de R$ 5,6 milhões à fundação. Em outubro de 2015, no entanto, o contrato teve a vigência encerrada. Tão logo a nova direção do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio tomou conhecimento do fato, iniciou as negociações para contornar o impasse, o que ocorre agora.

Fiscalização

O ICMBio mantém quadro de servidores efetivos e terceirizados no parque, que cuidam das ações de proteção, fiscalização, monitoramento, combate a incêndios florestais e outras ações técnico-administrativas.

Para isso, investe, em média, R$ 2,5 milhões por ano de verbas orçamentárias. De 2010 para cá, o Instituto aplicou R$ 11 milhões na unidade, além dos 5,6 milhões repassados à Fundação Museu do Homem Americano nesse mesmo período.

Fonte: Governo Federal, ICMBIO